Sagna

SAGNA DIGITAL HDTV

TRANSMISSÕES DIGITAIS NO BRASIL

A tecnologia digital, que será implantada no Brasil, inicialmente na Grande São Paulo, a partir de dezembro de 2007, reflete o avanço tecnológico de mais de meio século sem inovações significativas na televisão brasileira. A nova tecnologia se baseia em algumas etapas comentadas abaixo:


Gravação em alta definição ou Gravação Digital

Atualmente, a maioria dos programas, novelas e matérias são gravadas pelas emissoras brasileiras com câmeras profissionais, porém, um detalhe importante é que as câmeras das emissoras de TV brasileiras são, em sua grande maioria, ANALÓGICAS, ou seja, gravam o conteúdo em uma fita chamada Beta, parecida com a fita do vídeo cassete convencional. No entanto, estas câmeras profissionais possuem uma melhor qualidade que capta a imagem no formato 4x3, mas não captam a imagem em alta resolução; como as câmeras profissionais digitais que conseguem capturar a imagem com resolução acima de 1080p e no formato 16x9. Lembrando que o formato 4x3 é a imagem gravada na dimensão da TV de tubo convencional e a imagem no formato 16x9 é mais estendida nas laterais ficando com as tarjas pretas nas bordas inferiores e superiores do televisor.                    

IMAGEM FORMATO 4x3 

IMAGEM FORMATO 16x9

Então, para que as emissoras entrem na era digital, basta adquirir as câmeras digitais, certo? Errado! Além do seu elevado custo, que gira em torno de dezenas de milhares de reais por cada câmera, o processo de gravação e edição também deve ser alterado, ou seja, a maquiagem do artista é alterada porque as câmeras digitais captam muito mais detalhes, toda a luminosidade do cenário é alterada para criar os efeitos desejados e com as câmeras digitais, o cenário poderá sofrer algumas mudanças, pois elas captam em um formato maior, de 16x9 comparado ao 4x3 das câmeras analógicas, os câmeras-mans deverão saber operar as câmeras digitais, as ilhas de edição (equipamentos que editam as gravações) deverão ser trocadas e as pessoas que fazem este trabalho também devem ser treinadas para operar com esta tecnologia. Ou seja, toda esta mudança deve ser feita sem parar a programação atual, assim, as emissoras hoje estão GRADATIVAMENTE adquirindo equipamentos e treinando seus funcionários para que esta transição ocorra sem prejudicar o telespectador, mas alguns programas ainda serão gravados com câmeras analógicas, inclusive após o inicio das transmissões digitais.       
A solução existente para o telespectador visualizar uma ótima imagem em alguns programas gravados no formato digital e outros com baixa resolução no formato analógico, é obtida com o  aprimoramento das imagens analógicas por meio eletrônico, ou seja, naturalmente as imagens captadas em fita Beta pelas câmeras profissionais analógicas possuem uma boa qualidade apesar de não serem de alta resolução (HDTV), onde, estas imagens são digitalizadas para 1080i por meio de equipamentos. Este fato é facilmente observado porque apesar da digitalização do sinal, o formado 4x3 permanece o mesmo; as faixas pretas ao invés de ficarem nas bordas superiores e inferiores no formato “widescreen” ou 16x9, ficarão nas laterais do televisor e a qualidade de imagem será inferior se comparada com o formato 16x9 captado com câmeras profissionais digitais.      


Transmissão Digital

Simplificando ao máximo este assunto, a codificação e transmissão digital consistem em comprimir a imagem e sons gravados pelas filmadoras e transmiti-las para os usuários. Neste estágio, é necessário definir qual sistema ou padrão será utilizado, como por exemplo, o ISDB-T, padrão japonês selecionado para o Brasil com alguns aprimoramentos, que define como será feita a compressão do sinal e quais equipamentos serão utilizados. Devemos lembrar que o conversor ou decodificador no Japão não irá funcionar no Brasil devido a estes aprimoramentos e vice-versa.
Sem entrar em muitos detalhes, o aprimoramento do sistema ISDB-T que impossibilita a utilização do conversor Japonês no Brasil são: o incremento no número de frames de 15 (padrão Japonês) para 30 (Brasil) e decodificação de MPEG-2 para MPEG-4 tornando o sistema digital brasileiro o mais avançado atualmente no mundo.  Como exemplo, há alguns anos atrás era possível gravar de 15 a 20 musicas nos CD’s de musica e após a vinda do formato MP3 podemos gravar com a mesma qualidade 7 vezes mais músicas, pois o formato MP3 a comprime mantendo sua qualidade original. Na TV acontece o mesmo, pois durante as transmissões de TV digital, a imagem e o som são reduzidos em uma proporção semelhante, porém, ao invés de enviar 7 programações distintas, será enviada a programação com alta qualidade, ou seja, um alto nível de detalhamento somado à transmissão móvel, comunicação bidirecional etc. Que pela sua grande quantidade de informações impossibilita a transmissão no formato analógico.
A transmissão dos canais digitais será feita em UHF, ou seja, nas freqüências correspondentes aos canais 14 até o 69 do seu televisor, por exemplo: O canal 14 atualmente, em São Paulo, já está sendo utilizado por uma emissora com transmissão analógica, portanto, este canal não será usado para transmitir nenhuma programação digital (em São Paulo), mas como o canal 18 esta livre a Rede Globo irá transmitir sua programação digital neste canal. 
Nas transmissões digitais também se altera a forma de transmissão e codificação fazendo com que não mais seja possível ter “fantasmas na tela” ou dupla imagem, mas novos tipos de interferências podem ocorrer, como está descrito no item Antena Digital.

Recepção Digital - Geral

A transmissão digital é mais avançada que a analógica por possibilitar a eliminação de alguns tipos de interferências, fazendo com que a recepção seja mais fácil, porém, ainda será necessário o uso de antenas para captar o sinal digital garantindo uma ótima imagem em todos os canais para o telespectador.
Em um primeiro momento, somente o conteúdo das emissoras em alta resolução serão transmitidos, mas após algum tempo, gradativamente, o sistema digital também vai proporcionar alguma inovações como: interatividade que é a possibilidade do telespectador escolher uma programação opcional da mesma emissora ou comprar algum produto, ambos pelo controle remoto, a captação móvel, ou seja, na recepção de programação via celular ou DVD’s automotivos dentre outras aplicações que irão melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Lembrando que os celulares que irão captar as transmissões digitais serão modelos aptos a essa tecnologia, bem como os DVD’s automotivos irão precisar de decodificadores específicos para tal.

O receptor ou conversor digital é um aparelho eletrônico com tamanhos variados, se comparado aos aparelhos reprodutores de DVD’s, onde nele é conectada a antena por meio de um cabo coaxial e possui alguns tipos de saídas (HDMI, S-Video, Vídeo Composto, AV etc.) que dependem do tipo e modelo de receptor. Deve-se optar ou analisar qual é possível conectar no seu televisor lembrando que o aparelho de TV poderá ser conectado a um decodificador, já que os canais serão selecionados por ele e caso haja a possibilidade de conectar vários televisores a um decodificador, todos os televisores irão exibir o mesmo canal selecionado.


Antena Digital

O sinal digital está sendo transmitido em caráter experimental até dia 2 de dezembro e após esta data, estarão oficialmente iniciadas as transmissões digitais no Brasil e com isso, estarão disponíveis no mercado, diversos tipos de conversores e antenas.
Caso a antena escolhida não apresente um poder de recepção suficiente para captar as transmissões digitais, a imagem no televisor poderá estar comprometida, ocorrendo as seguintes “distorções” ou não captação de imagem:
Congelamento de Imagem: A imagem para ou “congela” alguns instantes e volta normalmente. É ocasionado quando o decodificador digital não recebe da antena, por alguns instantes, a potência e qualidade mínima de sinal para sua operação, fazendo com que o decodificador perca completamente vários quadros por alguns segundos.
Distorções de Imagem: A programação é continua, porém, em determinados instantes percebe-se em algumas partes do televisor, quadrados de cores variadas que não condizem com a programação. Da mesma forma que o congelamento de imagem, as distorções são ocasionadas quando o decodificador digital não recebe da antena a potência e qualidade mínima de sinal para sua operação, porém, o instante de tempo é bem menor que o congelamento, ocorrendo distorções somente em alguns pontos do televisor.
Perda de Imagem: Não se sintoniza um determinado canal ou ele simplesmente pára de ser exibido pelo televisor. É ocasionado quando o decodificador digital não mais recebe da antena a potência e qualidade mínima de sinal para sua operação.  


A antena Sagna SG-1100 foi a primeira antena externa a ser comercializada no Brasil voltada para o sinal analógico VHF (2 ao 13), UHF (13 ao 69) e digital UHF (13 ao 69).
É possível conectá-la na parte externa da residência, garantindo uma ótima recepção na captação dos sinais digitais e utilizando um divisor de sinal (item não incluso, porém, de baixíssimo custo) pode também ser conectada em outros televisores no modo analógico.

 

Site desenvolvido para visualização no Internet Explorer